Pra ser sincero

Banda de rock formada em 1984 em Porto Alegre por colegas da faculdade de arquitetura: Humberto Gessinger, voz e guitarra, Carlos Maltz, bateria, e Marcelo Pitz, baixo. No ano seguinte começaram a tocar em cidades pequenas do Rio Grande do Sul e acabaram incluídos em uma coletânea de rock gaúcho produzida pela gravadora BMG. Uma das faixas da coletânea, “Sopa de Letrinhas”, se tornou um sucesso e incentivou a gravadora a lançar um LP dos Engenheiros. A banda ficou conhecida nacionalmente a partir do segundo disco, “A Revolta dos Dândis”, de 1987, que emplacou, entre outras músicas, “Infinita Highway”, executada exaustivamente pelas rádios. A essa altura, Marcelo Pitz já havia deixado a banda e Humberto tinha assumido o baixo, Augusto Licks havia entrado para a banda como guitarrista.
Em 1993 a saída do guitarrista Augusto Licks gerou transtornos para a banda que passaram por questões musicais e extra-musicais, como uma discussão em torno do nome Engenheiros do Hawaii. Desde então a formação do grupo foi alterada com várias entradas e saídas, e atualmente Humberto Gessinger é o único membro original.

A poucos dias assisti ao 10.000 Destinos. Nota-se claramente que nesse show a banda não tinha mais a ideologia do contra. O ao vivo reforça a eficiência entertainer de roqueiros, com público cantando junto os principais sucessos, como Infinita Highway. Na maior parte das vezes, as músicas foram renovadas para o bem, como Toda Forma de Poder (com participação do gaiteiro Borghettinho), Alívio Imediato, Era Um Garoto…, O Papa é Pop , Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém e Somos Quem Podemos Ser . Comparando-se com o primeiro e histórico ao vivo dos Engenheiros, Alívio Imediato, bate porém uma saudade da heróica inocência da banda na época. Mas o tempo passou, e 10.000 Destinos talvez seja o que de mais coerente se possa esperar hoje de Gessinger.


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